Interoperabilidade entre Softwares. Como funciona?

Para que seja compreendido a expressão interoperabilidade é importante visualizar cenário para que assim gere um entendimento de como isso é importante para a comunicação. Com isso podemos usar o cenário do próprio canteiro de obras, onde temos diversos profissionais com suas especialidades atuando em prol de um único projeto, assim sendo, um encanador precisa tanto do pedreiro para quebrar os caminhos da tubulação como também para vedá-las e nesse processo não há apenas a participação de ambos, tem envolvido o mestre de obras que sob o projeto do responsável técnico, gerenciar e dá as devidas coordenadas da atividade, gerando se assim o desenvolvimento daquela etapa do projeto.

Visando isso, acontece que quando se aplica o método BIM temos envolvidos não só profissionais, mas uma gama de softwares, que os mesmos usam para desenvolver o projeto, mas mais que isso, é como eles se comunicam entre si, no caso os softwares. Tem quem afirma categoricamente que dá para se trabalhar tudo em um único software, mas engana-se quem aplica desta forma. Acontece que assim como tem profissionais especializados, há também softwares e daí que vem a compreensão maior de como se aplicar a interoperabilidade entre softwares.

A interoperabilidade é a condição básica para que os sistemas se comuniquem entre si e, desta maneira, permitem explorar, testar e qualificar os impactos de quaisquer mudanças no projeto. Para isso é necessário que elas permitam uma troca de informações concretas que agregam ao projeto envolvido. E como isso é feito de fato nos bastidores da representação gráfica, simplesmente com a linguagem universal do BIM, que é o IFC.

Um resumo breve, o IFC (Industry Foundation Classes), é muito mais que um formato de arquivo como muitos descrevem. Ele trabalha muito na geração de propriedades dos objetos, na conectividade de informações e de processos. Em breve trago um detalhamento maior sobre como funciona a linguagem BIM, mas fica abaixo uma imagem de um fluxograma IFC desenvolvido pelo Dion Moult que atua a mais de 15 anos no desenvolvimento de softwares Open Source, como FreeCAD, Blender, Gentoo Linux.

Dentro todo esse emaranhado de conexões, o que podemos ver é q a interoperabilidade entre softwares depende também de poder ser “fluente da língua” IFC, mas destaco não é apenas ter software que faça conversões em IFC, mas sim que dentro desse arquivo ele me gera tributos reais, concretos e que possam assim dar evolução ao projeto.

Concluindo assim, a visão que temos é que muito mais que a comunicação tende ser efetiva entre os profissionais, ela tende também de ser entre os softwares envolvidos. Atualmente além de termos o FreeCAD com a bancada de trabalho BIM, onde o usuário poderá administrar e ter contato direto com as propriedades IFC e assim até modificar-las, há também mais softwares open source que dão ao usuário esse manuseio, como o plugin BlenderBIM e software Inkscape. Já quem utiliza o software Revit por sua vez, embora consiga salvar o arquivo em IFC, quando aberto ele em outros softwares como FreeCAD, diversas informações das propriedades do tal projeto não são vinculados criando assim uma falha na interoperabilidade.

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Por Pedro Henrique

Atuo como Mentor de Implantação BIM apaixonado por disseminar o conhecimento e impulsionar a indústria da construção civil rumo ao futuro. Fundei a HR Compacta, uma empresa que oferece mentoria, cursos e palestras especializadas no uso de softwares livres, como o FreeCAD, dentro da metodologia BIM. Minha formação abrange Gestão Empresarial, Edificações, Programação e Transação Imobiliária, e sou membro da Comissão de Estudo Especial de BIM da ABNT - CEE_134.

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